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quarta-feira, 10 de julho de 2024

Modernistas mudaram a crisma? Sim mudaram.

 



Os modernos mudaram também a Crisma ou Confirmação.

  As mudanças foi no ensinamento com o catecismo moderno e o recebimento.
  Como na Santa Comunhão que sempre foi recebida de joelhos os modernos mudaram para receber de pé .
  Na crisma é a mesma coisa observada sempre se recebeu de joelhos e os modernos mudaram para receber de pé.

  Por que se recebe de joelhos a crisma?
Porque esta se recebendo a Terceira pessoa da Santíssima Trindade.
Que é Deus Espirito Santo.
 

Correto:    Existem padrinhos na Crisma?
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh8gIqfKXWTPJgder3eRlDd3Owf8isVlxE-FHy8vDzc0MABqJkbj9MTIiEgcYEclCNdviOnrCdF5qtkDc08ucutuZZzCyM69aSc1JWkk_ud-D9wB6C4Qq9M26AVSTQGGBSkLTJndS5IDoc/s1600/Crismando+X.JPGNa Crisma existem para os homens os padrinhos e, para a mulheres, as madrinhas, que devem ser bons cristãos para edificar e assistir espiritualmente os crismandos.


Nosso Bispo esta sentado no trono Episcopal e o futuro Crismando vai ate ele.





 Os modernos não se entende, será que tem uma aversão ao se ajoelhar isto não será muito orgulho.O demônio que não gosta de se dobrar para Deus.
  
Observamos qua a Santa Comunhão, na Santa Confissão e na Santa Crisma retiraram o mandato de ficar de joelhos e uma atitude de irreverência e falta de piedade.

 Estes sacramentos  estão ligado a Deus tem que ser de joelhos.
 Como a Santa Cruz e retirado do centro do Altar a Cruz e retirada da fala do bispos modernos em falar nas palavras Cruz da confirmação.

Como observamos também no mudaram o sacramento da Extrema Unção.

A outra ritual do santos óleos que Papa Paulo VI permite usar outro tipo de óleos para sua igreja modernista negando a tradição do Santos Oleio e tornando invalido o sacramento.


O Concílio Vaticano II, por sua vez, emanou estas ulteriores afirmações: 
http://www.traditionalcatholicpriest.com/wp-content/uploads/2013/05/atheism.jpg Tivemos por bem, antes de mais nada, modificar a fórmula sacramental, de sorte que, tendo presentes as palavras de São Tiago, fossem expressos com maior clareza os efeitos do Sacramento.

Por outro lado, uma vez que o azeite de oliveira, que era prescrito até agora, para a validade do Sacramento, nalgumas partes não existe ou dificilmente se pode conseguir, estabelecemos, a pedido de numerosos Bispos, que, daqui para o futuro, de acordo com as circunstâncias, se possa adotar outro tipo de óleo, o qual, todavia, deve ser extraído de plantas, enquanto é mais semelhante à matéria designada na Sagrada Escritura.

Pelo que diz respeito ao número das unções e aos órgãos que hão de ser ungidos, pareceu-nos oportuno proceder a uma simplificação do rito.

Por conseguinte, dado que uma tal revisão, nalgumas coisas, atinge também o próprio rito sacramental, com a nossa Autoridade Apostólica decretamos que, daqui por diante, tudo o que a seguir se estabelece seja observado no Rito Latino:

http://s2.glbimg.com/ewRk3k7P78glysM6tnkzDAJ31t4=/1200x630/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/05/29/crisma_crisma_crisma.jpgOutra mudança errada que pode escolher madrinha para homem e vice verso.
Errado. Isto vai contra moral dos costumes.

A mudança da formula e o bispo de pé sem estar assentado em seu trono episcopal para fazer a crisma:

(o bispo de pé, com mitra e báculo)
 UNÇÃO DO CRISMA

Bispo:.   N..., RECEBE, POR ESTE SINAL,
               O ESPÍRITO SANTO, O DOM DE DEUS.

(O crismando responde)Amém.

Bispo Moderno: A paz esteja contigo (O crismando responde)

E contigo também.

 Nosso Santos Sacramentos de sempre da 

Santa Igreja Catolica Apostolica Romana:

 Seven sacraments. I truly love how clear these old holy cards and pictures used to be: we can see here that the Sacraments are the action of the Holy Spirit of God working through matter. Why have we shied away from the basic Catholic belief that we are not matter or spirit, but matter AND spirit?: Coisas Católicas, Catholic, Igrejas Católicas, Roman Catholic, Fé Católica

E porque não falam mais: A forma da Crisma de sempre que são as palavras “eu te assinalo com o sinal da Cruz. E te confirmo com o Crisma da salvação. Em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”

Pois dizem que eles são verdadeiros defensores da Santa Igreja? 

NÃO SÃO.

Pois são eles que não ensinam e nem seguem o magistério infalível.

E sim seguem Concilio Vaticano II a revolução dos costumes e da doutrina de sempre.

   Antes deles o Papa Bento XIV assim declarou: "Portanto aquilo que está fora de discussão deve ser afirmado, isto é, que na Igreja latina se confere o sacramento da confirmação usando o sagrado crisma, ou seja, óleo de oliva misturado com bálsamo e bento pelo bispo, enquanto o ministro traça o sinal da cruz sobre a fronte do crismando e pronuncia as palavras da fórmula". Ep. Ex quo primum tempore, 52: Benedict XIV... Bullarium, t. III, Prati, 1847, p. 320.

“eu te assinalo com o sinal da Cruz. E te confirmo com o Crisma da salvação. Em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”  M. Andrieu, Le Pontifical Romain au Moyen-Age, t. l, Le Pontifical Romain du XII siècle: Studi e Testi, 86, Città del Vaticano,1938, p. 247. 

Este que sempre foi usado PELA TRADIÇÃO e nossos Bispos fazem ASSIM.

Para quem não e recebeu  Santa Crisma recebam e para os que receberam a crisma moderna recebem a Santa Crisma sob-condição das mãos de nossos Bispos.

Por que sob condição?Porque este Santo Sacramento só pode dar uma vez.

 https://intribulationepatientes.files.wordpress.com/2009/12/dom-marcel-lefebvre.jpg?w=162&h=240Por causa desta mudança que Monsenhor Marcel Lefebvre começou fazer sob-condição e mandou que os Bispos tradicionais fizessem também a Crisma sob condição ja que esta Crisma imposta pelos modernos e bem duvidosa e também muitas invalidas.E mantemos a a de antes do Concilio Vaticano II.

E CONTINUÁRAMOS DIZENDO A DE SEMPRE E ACRESCENTANDO A QUEM RECEBEU A MODERNA: Se não estais confirmado, eu te marco com o Sinal da Cruz e te confirmo com o Crisma da Salvação, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”


 Isto confirma a revelação de Nossa Senhora de Quito a Madre Mariana que muitos ficariam sem a Santa Crisma.Pois poucos tem aceso aos nossos bispos e nem sabem que suas crismas são duvidosas e a grande maioria invalidas.


CAPÍTULO III
Crisma ou confirmação

1.           O que é a Crisma ou Confirmação?
A Crisma ou Confirmação é o Sacramento que nos faz perfeitos cristãos e soldados de Jesus Cristo, e nos imprime este caráter.

2.           Qual é a matéria da Crisma?
A matéria da Crisma é o santo crisma, isto é, óleo misturado ao bálsamo, consagrado pelo Bispo na Quinta-Feira Santa.

3.           Qual é a forma da Crisma?
A forma da Crisma são as palavras “eu te assinalo com o sinal da Cruz. E te confirmo com o Crisma da salvação. Em Nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”

4.           Quem é o ministro da Crisma?
O ministro da Crisma é o Bispo e, extraordinariamente, o sacerdote que tenha recebido do Papa tal faculdade.

5.           Como o Bispo administra a Crisma?
O Bispo estende as mãos sobre os crismandos, invoca o Espírito Santo, depois, com o sagrado Crisma, unge em forma de cruz a testa de cada um, pronunciando as palavras da forma, em seguida lhes dá um ligeiro tapa dizendo: “a paz esteja contigo”; e ao fim abençoa solenemente todos os cristãos.

6.           De que modo a Crisma nos faz perfeitos cristão e soldados de Jesus Cristo?
A Crisma nos faz perfeitos cristãos e soldados de Jesus Cristo dando-nos a abundância do Espírito Santo, isto é, da sua Graça e de Seus dons, os quais nos confirmam ou refortalecem na fé e nas outras virtudes contra os inimigos espirituais.

7.           Com que idade é bom receber a Crisma?
É bom receber a Crisma com aproximadamente a idade de sete anos, pois é quando costumam começar as tentações, e se pode conhecer suficientemente a santidade e a graça deste sacramento.

8.           Quais disposições deve ter quem recebe a Crisma?
Quem recebe a Crisma deve estar na Graça de Deus e, se tem uso da razão, deve conhecer os mistérios principais da Fé, e aproximar-se do sacramento com devoção, profundamente compenetrado do que o rito significa.

9.           O que significa o sagrado Crisma?
O sagrado Crisma, com o óleo que se expande e dá força, significa a graça abundante da Confirmação, e com o bálsamo que é cheiroso e preserva da corrupção, significa o bom odor das virtudes que os crismado deverá possuir, fugindo da corrupção dos vícios.

10.       O que significa a unção que se faz sobre a testa em forma de cruz?
A unção que se faz sobre a testa em forma de cruz significa que o crismado, valente soldado de Jesus Cristo, deverá manter a cabeça erguida sem envergonhar-se da Cruz e sem ter medo dos inimigos da Fé.

11.       O que significa o leve tapa que o Bispo dá no crismando?
O leve tapa que o Bispo dá no crismando significa que este deve estar disposto a sofrer pela Fé toda afronta e toda pena.

12.       Existem padrinhos na Crisma?
Na Crisma existem para os homens os padrinhos e, para a mulheres, as madrinhas, que devem ser bons cristãos para edificar e assistir espiritualmente os crismandos.


 Adquira nossos Catecismo não possui erros:

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário

É NECESSÁRIO RECEBER O SACRAMENTO DA CONFIRMAÇÃO SOB CONDIÇÃO?

 




Fonte: Courrier de Rome  n° 662 – Tradução: Dominus Est


– 1 –


Da etimologia à teologia


Todos conhecem Gaffiot. Félix Gaffiot (1870-1937), decano da Faculdade de Letras de Besançon, que não é conhecido apenas pela sua famosa adega (1), leiloada no domingo, 8 de maio de 1938. Ele é, sobretudo, autor do prestigiado Dicionário ilustrado Francês-Latim, publicado pela Editions Hachette, em 1934, e constantemente reeditado desde então. Aprendemos lá que o substantivo feminino “oliva”, que designa simultaneamente a oliveira e o seu fruto natural, a oliva (azeitona), deu origem ao outro substantivo neutro “oleum”, que significa o óleo. A relação etimológica aqui apoia essa ligação: aos olhos dos antigos, o óleo era, como tal, obtido do fruto da oliveira e, portanto, o óleo era essencialmente um azeite de oliva. Todos os demais “óleos” só foram nomeados como tais por analogia, ou seja, à custa de uma ampliação de sentido que vem acompanhada de uma certa perda do conceito. Além do azeite de oliva, existem também (para nos atermos aos óleos vegetais) óleo de amendoim, óleo de noz, óleo de colza, óleo de milho, óleo de linhaça, óleo de palma, óleo de rícino, óleo de soja e óleo de girassol. Existem ainda óleos animais (óleo de fígado de bacalhau, óleo de foca e, sobretudo, óleo de baleia, utilizados até ao século XIX, antes do advento do gás, como combustível para lâmpadas de iluminação) e óleos minerais, alguns dos quais podem ser obtidos por destilação do petróleo. Sem falar nos óleos essenciais. Mas esses “óleos” são apenas substitutos e, além das semelhanças externas, a verdadeira substância que corresponde adequadamente a esse nome só pode ser o oleum, o líquido proveniente da oliva, fruto natural da oliveira.


2. De acordo com essa abordagem dos antigos, a Igreja sempre reconheceu apenas o azeite de oliva como matéria válida para os sacramentos da Confirmação e da Extrema Unção, excluindo qualquer outro tipo de óleo. Definitivamente, o mesmo se aplica ao pão. O pão é a matéria válida do sacramento da Eucaristia, mas – nosso Gaffiot ainda está aí para atestar isso – trata-se aqui unicamente do pão feito de farinha de trigo, pois, como o óleo em sentido próprio é o azeite, também o pão no sentido próprio é o pão feito com as espécies mais nobres (o “triticum”) do gênero do trigo (o “frumentum”). Os outros “pães” são assim chamados em virtude de uma analogia que tanto diminui como amplia a noção e é por isso que eles não são chamados de “pão” em seu sentido próprio. Aos olhos da Igreja, o pão feito com cevada (“hordeum”), aveia (“avena”), arroz (“oryza”), milho, castanhas, batatas ou outros vegetais não é matéria válida para a Eucaristia, pois esses ingredientes não pertencem ao gênero do trigo; a espelta (“spelta, ae, f“) e o centeio são, certamente, espécies do género do trigo, mas distintas da sua espécie mais nobre, o “triticum“, razão pela qual não é matéria adequada para fazer pão em sentido próprio, ou seja, não é matéria válida para o sacramento da Eucaristia.


3. Dir-se-á que tudo isto é escrúpulo de purista, e que Félix Gaffiot não era teólogo. Mas é, precisamente, a Igreja, e somente ela, que tem o poder de declarar qual é a matéria instituída por Cristo para a administração de seus sacramentos. E se a Igreja decide ser purista (ou tutiorista) é porque tem boas razões para o ser, uma vez que a natureza precisa da matéria dos sacramentos não foi deixada por Deus à arbitrariedade dos homens. Assim, o uso da etimologia e das definições do bom Gaffiot intervém apenas para fins ilustrativos ou confirmativos, ou como argumento ad hominem, e de forma alguma como prova demonstrativa. Durante a cerimônia da Missa Crismal da Quinta-feira Santa, o Bispo abençoa os óleos que serão usados ​​como matéria válida na administração dos dois sacramentos da confirmação (óleo do santo crisma) e da extrema-unção (óleo dos enfermos). Até Paulo VI, em ambos os casos, era um azeite propriamente dito, azeite de oliva.


– 2 –


A reforma de Paulo VI


4. Sob o Papa Paulo VI, o Decreto da Sagrada Congregação para o Culto Divino de 3 de dezembro de 1970 promulgou um novo Ordo para a consagração dos Santos Óleos, acompanhado de algumas prescrições, indicando incidentalmente que a matéria a ser utilizada seria “oleum olivarum, aut, pro opportunitate, aliud oleum e plantis”: azeite de oliva, ou, conforme o caso, outro óleo vegetal, de alguma outra planta. O Novo Código de 1983 reproduz nestes termos esta nova formulação do cânon 847 § 1: “Na administração dos sacramentos em que se utilizam os santos óleos, o ministro deve utilizar óleos de oliveira ou extraídos de outras plantas...”. Há, portanto, uma mudança aqui: a partir de agora, a matéria exigida para a validade dos sacramentos da Confirmação e da Extrema-Unção não é mais apenas o azeite. A única justificativa oficial para essa mudança parece ser dada na Constituição Apostólica Sacram unctionem infirmorum, de 30 de novembro de 1972 (2), que menciona dificuldades na obtenção de azeite de oliva. Uma justificativa pouco crível, pois, em toda a história da Igreja, nunca foi tão fácil obtê-lo como hoje.


5. Consequentemente, o Novo Rito ratifica essa alteração no nº 3: “Chrism conficitur oleo et aromatibus sua materia odorifera” – o santo crisma é confeccionado a partir de óleo e especiarias ou matéria perfumada. Já não se trata apenas de azeite de oliva. Ora, a sentença comum de todos os teólogos é que o azeite de oliva, precisamente como espécie de óleo distinto de qualquer outro, é necessário para a validade dos sacramentos. A dificuldade suscitada por esta reforma de Paulo VI manifesta-se, então, em toda a sua gravidade e também em toda a sua urgência.


– 3 –


O que pensar?


6. É claro que a Igreja não tem o poder de modificar a matéria de um sacramento, se esta for de instituição divina quanto à sua espécie determinada. Ora, não está de modo algum provado que a matéria do Sacramento da Confirmação seja de instituição puramente eclesiástica a ponto de o Papa ter o poder de mudá-la. Com efeito, não se deve confundir o que a Igreja institui com o que ela usa. Não é porque o uso exclusivo do azeite de oliva só tenha sido atestado numa data relativamente recente que isso significa que a Igreja o tenha instituído. Especialmente porque uma certeza histórica relativamente fraca não pode fundamentar uma certeza moral. Portanto, é no mínimo duvidoso que a Igreja tenha o poder de modificar a matéria do sacramento da confirmação.


7. Lembremo-nos também que a modificação das leis litúrgicas na Igreja deve ser feita de acordo com uma explicação homogênea, fundada na Tradição. E a Igreja jamais instituiu uma nova matéria para os sacramentos, mesmo que essa nova matéria possa ter sido considerada inválida até então. Se alguém objeta sobre o caso da matéria do Sacramento da Ordem, deve-se responder que nesse caso preciso não é certo que tenha havido uma mudança real da matéria, e que é bastante provável que a Igreja, sem ter mudado nada, apenas hesitou em declarar qual era a matéria entre a entrega dos instrumentos e a imposição das mãos. Na reforma de Paulo VI a situação é bem diferente, pois ela estabelece como válida (ou pelo menos como uma alternativa válida) uma matéria que até então era considerada inválida.


8. Teria o Papa o poder de introduzir tal modificação, ampliando a determinação de uma matéria? Isso é, no mínimo, duvidoso. Portanto, na dúvida, essa reforma de Paulo VI não pode ser considerada como uma verdadeira lei da Igreja, como uma autêntica lei litúrgica que obrigaria não só em consciência, mas com toda paz de espírito, a todos os fiéis da Igreja. Portanto, não apenas podemos, mas devemos nutrir uma dúvida cautelosa sobre a autenticidade e infalibilidade dessa reforma.


9. Por outro lado, para ser válida, uma lei que modifique a matéria de um sacramento deve gozar da maior certeza e não pode revelar-se prejudicial ao bem comum, abrindo a porta a erros graves. Ora, a reforma de Paulo VI não satisfaz essas condições. É por isso que podemos superar a dúvida e concluir que esta reforma de Paulo VI, certamente, não é válida.


10. É, portanto, legítimo, e até mesmo necessário, restituir condicionalmente o sacramento da Confirmação a todos aqueles que o receberam em conformidade com a reforma de 1970, pois há o risco de uma invalidade por falta de matéria, devido à própria possibilidade de se usar outro óleo que não o azeite.


11. Eis o que se pode dizer sobre a matéria. Mas e a forma? Encontramos no Novo Ritual a nova forma de um rito oriental. Essa inovação, embora incomum, não chega a invalidar o sacramento. Em contrapartida, as formas mais ou menos elaboradas pelos tradutores em língua vernácula podem ser inválidas. O critério de discernimento é sempre o mesmo: a forma deve significar suficientemente a graça especial causada pelo sacramento. Caso contrário, o risco de invalidade deve ser seriamente considerado.


– 4 –


Conclusão


12. Tudo isso, certamente, levanta sérias questões sobre o estado atual da Igreja. Mas contra factum non fit argumentum. Sem dúvida, é muito misterioso que a autoridade suprema da Igreja possa ter realizado tais reformas. Entretanto, aos olhos do teólogo e como em qualquer boa abordagem científica, a ignorância das razões subjacentes a esta situação (o propter quid) não deve invalidar a realidade desta situação (o quia).


Pe Jean-Michel Gleize, FSSPX


(1) Pierre Gresser, “A adega de Félix Gaffiot” em Autour de Lactance: homenagens a Pierre Monat, Besançon, Institut des Sciences et Techniques de l’Antiquité, 2003. págs. 261-274.


(2) AAS, t. LXV (1939), pág. 8


Fonte: https://catolicosribeiraopreto.com/e-necessario-receber-o-sacramento-da-confirmacao-sob-condicao/ 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Não é uma Missa especificamente católica
Dom Antônio de Castro Mayer
13 de janeiro de 1985



 
Pela Fé

Começo de Ano é tempo de bons propósitos. Olha-se para trás, e percebem-se salientes os defeitos e más ações, avolumadas no decurso do ano anterior. Sobretudo os maus hábitos, adquiridos ou consolidados.

Sob o ponto de vista da Fé - o mais importante, porque nos relaciona com Deus e condiciona nosso destino eterno - o ano findo registrou um profundo abalo: - Dogmas, fixados já em definições conciliares, foram simplesmente afastados, ou melhor, negados, na orientação oficial, dada aos fiéis. - "Fora da Igreja não há salvação", afirmou o IV Concílio de Latrão, o de Florença e vários Papas; - "O Espírito Santo serve-se também de outras crenças para encaminhar as almas ao Céu" - ensina, em sentido contrário, o Concílio Vaticano II. - E o grande mestre, como tal considerado na Igreja instalada, é o Vaticano II. Não se enganaria quem disse que, na igreja nova, com o Vaticano II começou ou recomeçou a Igreja de Cristo.

Em tais condições, que antídoto proporcionar aos fiéis contra a heresia continuamente destilada pelo concílio joaneo-pauliano? - É preciso verificar qual a alavanca de que se servem os fautores do Vaticano II, para incessantemente manter presente, atuando sobre os fiéis o espírito novo do Concílio. - Conhecida a alavanca, opõe-se-lhe energia neutralizante.

Ora, a alavanca do Concílio é o "Novus Ordo Missae" de Bugnini-Paulo VI. A base, com efeito, dessa nova Missa solapa a estrutura da própria Igreja. Pois, desconhece a distinção ontológica entre clérigos e leigos. Na nova Missa, todos, padres e leigos, são igualmente sacerdotes, operando conjuntamente o Sacrifício da Missa. É, aliás para isso que se congregam. Leia-se o nº 7 da "Institutio" que precede e explica o Novus Ordo, e se encontra no Missal de Paulo VI. Por isso mesmo, a missa de Paulo VI serve também para os Protestantes. Não é uma missa especificamente católica.

E chegamos ao antídoto contra a heresia que deturpa e elimina a Fé Católica - manter estrita fidelidade à Missa chamada de S. Pio V, e fazer dela a característica do verdadeiro católico.




(Cf. Monitor Campista - 13.01.85)


Fonte: http://www.nossasenhoradasalegrias.com.br/2011/
Eu conservo a Missa Tradicional
Declaração do Reverendíssimo Pe. Calmel, OP
 

Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V. no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI.

 Por quê? Porque na realidade, este Ordo Missae não existe. O que existe é uma Revolução litúrgica universal e permanente, patrocinada ou desejada pelo Papa atual, e que se reveste, momentaneamente, da máscara de Ordo Missae de 3 de abril de 1969. É direito de todo e qualquer padre recusar-se a vestir a máscara desta Revolução litúrgica. Julgo ser meu dever de padre recusar celebrar a Missa num rito equívoco.

 Se aceitarmos este rito, que favorece a confusão entre a Missa católica e a Ceia protestante — como o dizem de maneira equivalente dois cardeais e como o demonstram sólidas análises teológicas — então cairemos sem tardar de uma Missa ambivalente (como de fato o reconhece um pastor protestante) numa missa totalmente herética e, portanto, nula. Iniciada pelo Papa, depois abandonada por ele às igrejas nacionais, a reforma revolucionária da Missa seguirá sua marcha acelerada para o precipício. Como aceitar ser cúmplice?

Destruir a Missa Nova


Conferência de Dom Marcel Lefebvre
14 de março de 1971

 


Qual é a crise que estamos atravessando atualmente? Manifesta-se, no meu entender, sob quatro aspectos fundamentais para a Santa Igreja. Manifesta-se, à primeira vista, acredito eu, e me parece que é um dos aspectos mais graves, porque, para mim, se se estuda a história da Igreja, dá-se conta de que a grande crise que atravessou o século XVI, crise espantosa, que arrebatou à Santa Igreja, milhões e milhões de almas, regiões inteiras, Estados na sua totalidade, esta crise foi, antes de tudo, uma crise do culto litúrgico; e que, se atualmente existem divisões entre aqueles que se dizem cristãos, há que se atribuir mais que a outras causas à forma de celebrar o culto litúrgico; e se os protestantes se separaram da Igreja, a causa principal é que os instigadores do protestantismo, como Lutero, disseram, desde o primeiro momento: "Se queremos destruir a Igreja temos que destruir a Santa Missa". Esta foi a chave de Lutero.

Tinha-se dado conta de que, se chegasse a por as mãos na Santa Missa, se conseguisse reduzir o Sacrifício da Missa a uma pura refeição, a uma comemoração ou recordação, a uma significação da comunidade cristã, a uma rememoração ou memorial da Paixão de Nosso Senhor e, como consequência, que ficasse mais débil o mais sagrado que há na Igreja, o mais santo que nos legou Nosso Senhor, o mais sacrossanto, ele conseguiria destruir a Igreja. E certamente, conseguiu, por desgraça, arrebatar à Igreja nações inteiras, obrando dessa forma.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

MISSA DE COSTAS PARA O POVO?

A MISSA É SACRIFÍCIO


MISSA DE COSTAS PARA O POVO?


Numa intenção de desprestigiar a Missa legitimamente celebrada na forma extraordinária ou antiga do Rito Romano, agora equiparada pelo Papa à forma ordinária em vigor, costuma-se a ela se referir como sendo aquela missa celebrada “de costas para o povo”.

Interessante que por quatro séculos a Missa foi assim celebrada e só agora se notou isso?

Na verdade, a Missa na forma tradicional não é celebrada pelo Sacerdote de costas para o povo, mas sim pelo padre se postando na mesma direção do povo, em direção ao Oriente, “versus Orientem”, que representa Nosso Senhor. Todos em direção ao Senhor! Para frente e para cima. Assim como o comandante não marcha de costas para os seus soldados mas na mesma direção deles, para frente.

Eis a explicação que nos dá o então Cardeal Joseph Ratzinger, agora nosso Papa Bento XVI: “No plano concreto, um erro grave atribuído à reforma pós-conciliar foi o costume de o sacerdote celebrar voltado para os fiéis. Dessa forma, o Sacerdote torna-se o verdadeiro ponto de referência de toda a celebração. Tudo acaba em cima dele. É ele que se precisa olhar. A atenção é cada vez menos voltada para Deus e é cada vez mais importante o que fazem as pessoas que ali se encontram e que não têm a menor intenção de submeter-se a um esquema predisposto. O sacerdote virado para o povo dá à comunidade o aspecto de um todo fechado sobre si mesmo. Sua postura não é mais aberta para frente e para cima, mas fechada em si mesma.”

E ele recorda que, ao contrário do que muitos pensam, do altar voltado para o povo não há menção alguma no texto do Concílio Vaticano II. E, segundo ele, “no costume antigo, a questão não era de virar as costas ao povo, mas de adotar a mesma orientação do povo”.

“Quem entender isso, diz ele, entende facilmente que a questão não é olhar o sacerdote, mas olharmos juntos o Senhor e ir ao seu encontro. Fiéis e sacerdote não devem olhar um para os outros, mas olhar juntos para Ele, o transpassado. A oração comunitária litúrgica deve mirar a que oremos de verdade, isto é, que não falamos um com o outro, mas falamos com Deus e perante Deus.”

SÃO FRANCISCO DE SALES E O LATIM NA MISSA




São Francisco de Sales e o Latim na Missa


Não é incomum que os católicos de hoje pensem ser um absurdo rezar a Missa em Latim. Comumente, pensam ser uma nostalgia, algum apego sentimental qualquer ao passado, como se essa fosse uma questão de pouca importância, da qual a Igreja poderia abrir mão para se adaptar aos tempos. Todavia, a questão do Latim na Igreja não está relacionada ao tempo. Nem ao lugar. Nesta questão, como nas outras, não é a Igreja que deve se adaptar ao homem, mas o homem que deve se adaptar à Igreja O que fundamenta a utilização do Latim na Igreja são aspectos doutrinários, que contribuem, portanto, para a santificação dos próprios fiéis. E não são fundamentos elaborados nesses tempos recentes em que o latim anda tão esquecido, neste momento de crise intensa.

Os argumentos, a favor do uso do latim na Missa, são excelentes, mas são, em larga medida, rejeitados. Convém, então, dar uma autoridade inquestionável a tais argumentos. São os próprios santos que defendem arduamente a utilização do latim na Missa. Entre eles, destaca-se São Francisco de Sales, que refutou cada ponto dos protestantes em uma série de panfletos, reconvertendo, praticamente, todos os 72.000 habitantes de uma cidadezinha - Chablais - que tinha caído no protestantismo. Esses panfletos estão compilados em um livro denominado A Controvérsia Católica. Entre esses pontos está, obviamente, a pretensão protestante de difundir
indiscrminadamente a língua vernácula para a Sagrada Escritura e para a Liturgia. Os argumentos expostos a seguir são, em linhas gerais, os argumentos desse grande Santo para defender as Sagradas Escrituras e a Liturgia em latim.

1. Está aí o primeiro argumento contra o uso do vernáculo: evitar o julgamento privado das coisas que devem ser julgadas e estabelecidas pela autoridade da Igreja. O considerável sucesso da língua vernácula, naquela época, e o estrondoso sucesso de hoje, deve-se, antes de tudo, à curiosidade dos homens e ao tanto que cada um estima o seu próprio julgamento. Assim, o uso indiscriminado da língua vulgar implica que cada um é capaz de entender por si mesmo a liturgia e a Bíblia e de julgá-las. Muito mais importante do que ler as letras é a pregação do Padre, em que a Palavra de Deus não somente é pronunciada, mas também explicada (infelizmente,hoje, poucos Padres sabem explicar a Palavra de Deus).

2. Segundo argumento: evitar alteração dos textos que decorre das inúmeras traduções. A Sagrada Escritura e o texto da Missa, passando por tantos tradutores, versões e mais versões, terminam sendo, sem dúvida alterados, assim como o metal que passa de mão e mão perde o seu brilho. Ao contrário do que se pensa, havia já traduções da Bíblia antes de Lutero, mas eram traduções autorizadas pelos Ordinários locais, com a maior precisão possível, e não uma tradução livre e desregulada, em massa, que só podia levar a imprecisões.

3. Terceiro argumento: a língua de culto é diferente da língua vulgar, para deixar claro que o ato é para Deus e se refere a Ele.em que Pilatos mandou pregar na cruz de Nosso Senhor o motivo de sua condenação: Jesus Nazareno Rei dos Judeus. Foram as três línguas escolhidas para pregar o Crucificado. Os Judeus recitavam os Salmos em Hebraico e não em aramaico, a língua vulgar, o que se depreende de algumas palavras citadas no Evangelho de Nosso Senhor, como Hosanna, por exemplo. Dessa forma, a língua de culto era diferente da língua vulgar, a fim de deixar claro que se tratava das coisas de Deus e não meramente humanas. A Missa sempre incluiu, até a reforma de Paulo VI, três línguas: Latim, Hebraico e Grego. Não são três línguas escolhidas ao acaso. São as três línguas em que foi escrita a condenação de Cristo na cruz.

4. Quarto argumento: uma língua fixa é necessária para manter a integridade e exatidão dos ritos e da Sagrada Escritura. Ninguém pode negar que a língua vulgar está em constante mutação. O português de Os Lusíadas é bem diferente do português de Machado de Assis, que é bem diferente do português que hoje falamos. A língua vulgar não é fixa, muda de localidade para localidade. A variabilidade no tempo e no espaço da língua vulgar é enorme. O que no Nordeste significa algo, em Brasília significa outra coisa. Como fazer? Seria necessária uma revolução a cada década e em cada lugar específico: tirar, acrescentar, mudar. E com isso a precisão vai sendo completamente perdida. O latim é uma língua já morta, portanto fixa, ressuscitada pela Igreja. Que simbologia! Para louvar um Deus morto e ressuscitado, uma língua morta que a Igreja ressuscitou!

5. Quinto argumento: a unidade e catolicidade da Igreja. Nas palavras do próprio Santo: "Em nenhum grau nós que somos Católicos devemos rebaixar nossos ofícios sagrados às línguas vernáculas; mas, ao contrário, como nossa Igreja é universal no tempo e no espaço, ela deve celebrar os ofícios públicos numa língua universal no tempo e no espaço, como no Ocidente é o Latim e no Oriente, o Grego; de outra forma, nossos padres não poderiam rezar Missa nem outros entendê-lo fora dos respectivos países. A unidade e grande extensão de nossos irmãos requer que digamos nossas preces públicas em uma língua comum a todos os povos." (The Catholic Controversy, 128 - tradução nossa - )

O argumento mais comum contra o uso do latim na Santa Missa é de que o povo não entende mais essa língua. Ora, será que o povo entende o vernáculo? Conhece-se a árvore pelos frutos. Quando a Missa era em latim, os fiés seguiam muito mais a lei de Deus. Com a Missa em português, quantos seguem a lei de Deus? Com o latim, o fiel ao menos entendia que a Missa era sobre Deus, tinha noção de que era algo acima de sua natureza, e seguia a vontade de Deus. Com o vernáculo, o fiel perde a noção do sagrado e tende ao naturalismo, fazendo a própria vontade.

Outra coisa que não se entende é porque o homem tão adiantado do nosso século não pode fazer um esforçozinho para aprender o básico do latim ou acompanhar a Missa com um Missal que traga, além do próprio texto em latim, a sua tradução (sempre aprovada e precisa). Será que, por acaso, tem alguma coisa errada com a "evolução"?...

A Missa Nova com o vernáculo e com o Padre voltado para o povo, além de tantas outras coisas, está centrada no homem. Sendo ele o foco, o homem logo fica entediado e cria uma novidade a cada Missa para satisfazer seus apetites: palmas, teatro, dança, cuíca, rock. A Missa Nova está sempre precisando de atualização. A Missa Nova é sempre velha. A Missa Antiga, por outro lado, está centrada totalmente em Deus - o latim, Padre voltado para Deus e todas as orações belíssimas durante o Santo Sacrifício remetem ao Criador -, que é eterno e imutável. A Missa Antiga, então, é sempre jovem. Nunca envelhece porque se refere a Deus, que pode ser contemplado e adorado eternamente sem cansaço, sem fadiga. Ao contrário, com alegria e júbilo infinitos. O latim, língua oficial da Igreja, contribui enormemente para isso.

Por isso que o Padre diz na Missa de Sempre:

Introibo ad altare Dei (Subirei ao altar de Deus)

E os fiéis respondem:

Ad Deum qui lætificat juventutem meam. (Do Deus que alegra a minha juventude).

Por: Daniel Pinheiro - "São Francisco de Sales e o Latim na Missa"

Fonte: http://verafidei.blogspot.com/2016/04/sao-francisco-de-sales-e-o-latim-na.html

Quaresma de São Miguel Arcanjo

SOU EU, O ACUSADO, QUEM VOS DEVIA JULGAR.